Guitarras Parte 2\2
publicado por Pdavis
Estou de volta com a segunda parte da minha crónica sobre as guitarras. E se, na semana passada, eu referi as cinco marcas de topo que iria abordar, tendo falado da Fender e da Jackson, na crónica deste segundo post no novo Galáxia vou alongar-me na descrição da Ibanez, Gibson e ESP.

Quero, antes de mais, permitir-me a correcção de um aspecto que muita "polémica" tem levantado. Afinal, qual é o número máximo de cordas de uma guitarra, ou por outra, qual a guitarra com mais cordas no mundo? Pois bem, depois de uma pesquisa nesse grande Universo que é a internet descobri finalmente a resposta: a verdade é que as guitarras com mais cordas de que há registo são guitarras com doze cordas. Na música "Fade To Black", dos Metallica, por exemplo, a intro é tocada com base numa destas guitarras. Na prática a diferença nota-se na maior riqueza, suavidade e beleza do som emitido. Entre os utilizadores destes modelos encontram-se Jimmy Page, Slash e James Hetfield. Na introdução da mítica "Starway to Heaven", Page usa mesmo uma Gibson com dois braços, um superior, com doze cordas, e outro inferior, standard, ou seja, de apenas seis. Assim, o guitarrista dos Led Zeppelin usava a guitarra de baixo para a intro e para o primeiro verso, e a doze cordas para os seguintes.

Desfeito que está o equívoco, passo sem demora às Ibanez. Esta encontra-se actualmente estabelecida no Japão, e pertence a Hoshino Gakki, a mesma empresa que detém os direitos da Tama, conhecida brand de baterias. A Ibanez nasceu quando a já referida Hoshino Gakki começou a importar as guitarras espanholas de Salvador Ibañez. Aquando da Guerra civil espanhola, os armazéns da Salvador Ibanez foram destruidos e, seguidamente, a marca japonesa comprou os direitos de utilização do nome e começou a produção, sob a nova designação de, simplesmente, Ibanez. O resto, como se costuma dizer, é história, e a Ibanez cresceu até se tornar numa das maiores marcas de guitarras do mundo. Actualmente, entre os seus representantes ao mais alto nível encontram-se Marty Friedman, Herman Li, John Petrucci, Joe satriani e Steve Vai.

Orville Gibson começou por fazer bandolins no Michigan. Pouco tempo depois, a Gibson Mandolin-Guitar Mfg. Co, Ltd, foi fundada para criar e comercializar instrumentos musicais. Continuando a produção de bandolins e de guitarras eléctricas de modelo espanhol, apenas em 1950, e como uma forma de fazer face ao grande sucesso comercial da Fender Telecaster, é que a Gibson pensou em fabricar uma guitarra eléctrica de corpo inteiro, por assim dizer. Por essa altura, um dos pioneiros da guitarra de corpo sólido era Les Paul, e foi precisamente com este que foi assinado o contrato para que se tornasse no principal promotor da Gibson. Este novo modelo ficou, então, precisamente conhecido como Les Paul, e foi a primeira guitarra de corpo da gigante Estado-uniense. À medida que o tempo passava, a Gibson mudou o design da sua produção mas, ao ser confrontada com o desagrado de Les Paul, renomeou a sua produção de SG. No entanto, com a influência de tais como Eric Clapton e Keith Richards, a Gibson voltou a incluir a Les Paul no seu catálogo no ano de 1968. Os grandes representantes da Gibson são Slash, Angus Young e Jimmy Page.

E, como creio que já me alonguei demais por hoje, reservo as palavras sobre a ESP para a próxima semana, onde seguirei ainda o conselho do meu caro Thaurer e falarei da Dean.

Para já, e à semelhança da semana passada, deixo dois vídeos que facilmente servem de ponte comparativa.


A Ibanez de John Petrucci...


... e a Gibson de Slash.

Dave \m/

Marcadores: , , , , , , , ,

Deixa-nos a tua opinião sobre este post:

Postar um comentário

16/01/2009 22:26 |Anonymous P´davis  
Gostei da crónica, embora prefira as esp que dizes vir a abordar para a próxima semana!
Achei curioso a forma como nasceu a ibanez!
continua assim! ;)
(c)2009 A Outra Galáxia | aoutragalaxia@gmail.com
Optimizado para Firefox 3+ e Internet Explorer 7+ a 1280*1024