Poesia e Metal - Quando duas artes que parecem distintas se encontram e combinam
publicado por Pdavis
"Por isso eu tomo ópio. É um remédio.
Sou um convalescente do Momento.
Moro no rés-do-chão do pensamento
E ver passar a Vida faz-me tédio."

E é começando com estas linhas, que os atentos reconhecerão de uma música de Moonspell, e os mais atentos ainda se darão conta de tratar-se de uma transcrição do poema "Opiário" de Álvaro de Campos, um dos cinquenta e quatro heterónimos conhecidos desse grande poeta português que foi Fernando Pessoa.

E escolho este excerto por uma razão muito simples, que passo seguidamente a descrever: precisamente por ser simultaneamente parte da obra de um dos maiores representantes da poesia em Portugal e parte integrante da lírica dos maiores divulgadores actuais da música lusitana. E essa potencial estranheza que pode advir da improvável união é ainda mais reforçada pelo facto de os geniais músicos serem uma banda de Metal. Não digo Doom, Black, Dark ou Gothic, porque os rótulos várias vezes estragam a essência daquilo que se pretende transmitir. É por isso que acredito, e digo isto num aparte bastante apropositado, que se deve ouvir Moonspell de mente aberta, sem os colar a designação alguma que não a de música portuguesa, e uns dos maiores portadores da cultura portuguesa além-fronteiras. Mas, e retornando à minha linha de raciocínio, "Opium" (a música) é apenas um dos muitos exemplos da ligação entrelaçada e de sucesso que se pode estabelecer entre os dois tipos de poetas: aqueles que escrevem com o único propósito de o fazer, e aqueles que escrevem para cantar.

Sendo que pretendo fazer deste um texto expositivo-argumentativo, sinto que devo fazer um esforço para contextualizar o leitor nas ideologias de Pessoa ortónimo, ou seja, enquanto ele próprio, para estabelecer depois uma ponte para como facilmente se pode musicalizar aquela que inicialmente se pensa como literatura. Fernando Pessoa era um defensor da "Teoria do Fingimento". Ele sabia, interiormente, que o poeta era, acima de tudo, um fingidor. Defendia que a arte não devia ser produzida na altura da sensação da emoção, mas sim na altura da lembrança desta, pois só assim seria possível racionalizá-la, pensar a emoção, fazer desta um produto meramente cerebral. Simultaneamente, e um pouco de forma paradoxal, o poeta dizia sentir uma dor de pensar, desejando ter uma alegria inconsciente, mas ao mesmo tempo ter a consciência desse facto. Para os interessados, a defesa destas duas teorias pode ser encontrada nos poemas "Autopsicografia", "Isto" "Ela canta, pobre ceifeira" e "Gato que brincas na rua", entre muitos outros. Ora, ambas as teorias são complexas e vastas o suficiente, tanto na sua defesa quanto na eventual contradição.

Sim, eu acredito que o metal se pode juntar à poesia. E sim, eu acredito que o metal é cultura. Sou, acima de tudo, crente de que o metal é actualmente o ramo musical, por assim se dizer, que mais cultura contem em si. Dentro dele encontramos filosofia, pensamento, arte no interior da arte. Por tudo isto, é possível tornar um estilo adorado por muitos e odiado (prefiro antes incompreendido) por mais ainda na arte suprema. O conjunto perfeito entre o belo e o bruto, para que junto tudo fique ainda mais embelezado, numa coordenação descoordenada (passe a antítese) de movimentos que são tão diferentes que se completam e redundam numa igualdade de carácter universal.

Passo, de seguida, à segunda parte da minha tese. Da mesma forma que é possível a transição de elementos da poesia para o Metal, o caminho inverso é igualmente plausível. O caso de maior sucesso, ou pelo menos aquele com quem eu mais me identifico, obriga-me a recorrer de novo aos Moonspell. Fernando Ribeiro, um dos homens mais cultos do nosso cantinho à beira-mar plantado. Vocalista de Metal, Licenciado em Filosofia, e poeta. Sim, poeta, e um dos mais geniais do nosso tempo. Soube ir buscar a Álvaro de Campos as influências para Opium , assim como soube escrever uma verdadeira epopeia musica em "Alma Mater". Confesso, numa afirmação de cunho marcadamente pessoal, que ao ouvir essa alma, maior que a nossa individualidade, não deixaram de me vir à memória todas as minhas aprendizagens acerca do Império Colonial, da grandeza do Portugal passado, dos tempos em que estávamos "orgulhosamente sós".

Fernando, e os seus Moonspell, sabem, inegadamente, transmitir aquilo que querem, sem correrem, porém, o risco de serem demasiado óbvios. Com craveira poética, metaforizam o que dizem, estilizam, complicam e simultaneamente simplificam, num enrolar de palavras brilhantes. A partir daí, se depreende que de Fernando se podem esperar coisas grandes. Arte, que é afinal o tema deste nosso blog.

O metal é feito por artistas. Não por um grupo de homens que deviam ter crescido e aprendido a cortar o cabelo. Não, o metal não é um amontoado de barulho sem nexo. O metal é a vocalização expressiva das artes clássicas, o modernizar brutalizado (peço desculpa por repetir o conceito de bruto, mas não me ocorre outro de momento) das artes que um dia foram modernas. É, acima de tudo, o aproveitar de escolas artísticas para produzir novos meios de transmitir informação.

Finalmente, o metal é, nas palavras do próprio poeta, não Pessoa, mas Ribeiro, o Som Eterno. E não deve por isso, ser deixado de parte num Mundo que anseia por novas descobertas e novas formas de viver intensamente.

Termino com dois poemas. O "Opiário", de Álvaro de Campos, na sua íntegra, e um poema do mais recente livro de Fernando Ribeiro, "Diálogos de Vultos".

"Diálogo de vultos

Deita-te nua de ti
No mármore frio do meu corpo.
Teus olhos fechados sobre o eclipse dos meus.

Seca os teus lábios
Na feridas dos meus
E deixa-te estar quieta:
Até estas palavras passarem,
Até às sombras se calarem
E o nosso amor silenciar de vez
Este diálogo de vultos."

"OPIÁRIO

Ao Senhor Mário de Sá-Carneiro

É antes do ópio que a minh'alma é doente.
Sentir a vida convalesce e estiola
E eu vou buscar ao ópio que consola
Um Oriente ao oriente do Oriente.

Esta vida de bordo há-de matar-me.
São dias só de febre na cabeça
E, por mais que procure até que adoeça,
Já não encontro a mola pra adaptar-me.

Em paradoxo e incompetência astral
Eu vivo a vincos de ouro a minha vida,
Onda onde o pundonor é uma descida
E os próprios gozos gânglios do meu mal.

É por um mecanismo de desastres,
Uma engrenagem com volantes falsos,
Que passo entre visões de cadafalsos
Num jardim onde há flores no ar, sem hastes.

Vou cambaleando através do lavor
Duma vida-interior de renda e laca.
Tenho a impressão de ter em casa a faca
Com que foi degolado o Precursor.

Ando expiando um crime numa mata,
Que um avô meu cometeu por requinte.
Tenho os nervos na forca, vinte a vinte,
E caí no ópio como numa vala.

Ao toque adormecido da morfina
Perco-me em transparências latejantes
E numa noite cheia de brilhantes
Ergue-se a lua como a minha Sina.

Eu, que fui sempre um mau estudante, agora
Não faço mais que ver o navio ir
Pelo canal de Suez a conduzir
A minha vida, cânfora na aurora.

Perdi os dias que já aproveitara.
Trabalhei para ter só o cansaço
Que é hoje em mim uma espécie de braço
Que ao meu pescoço me sufoca e ampara.

E fui criança como toda a gente.
Nasci numa província portuguesa
E tenho conhecido gente inglesa
Que diz que eu sei inglês perfeitamente.

Gostava de ter poemas e novelas
Publicados por Plon e no Mercure,
Mas é impossível que esta vida dure.
Se nesta viagem nem houve procelas!

A vida a bordo é uma coisa triste,
Embora a gente se divirta às vezes.
Falo com alemães, suecos e ingleses
E a minha mágoa de viver persiste.

Eu acho que não vale a pena ter
Ido ao Oriente e visto a Índia e a China.
A terra é semelhante e pequenina
E há só uma maneira de viver.

Por isso eu tomo ópio. É um remédio.
Sou um convalescente do Momento.
Moro no rés-do-chão do pensamento
E ver passar a Vida faz-me tédio.

Fumo. Canso. Ah, uma terra aonde, enfim,
Muito a leste não fosse o oeste já!
Pra que fui visitar a Índia que há
Se não há Índia senão a alma em mim?

Sou desgraçado por meu morgadio.
Os ciganos roubaram minha Sorte.
Talvez nem mesmo encontre ao pé da morte
Um lugar que me abrigue do meu frio.

Eu fingi que estudei engenharia.
Vivi na Escócia. Visitei a Irlanda.
Meu coração é uma avozinha que anda
Pedindo esmola às portas da Alegria.

Não chegues a Port-Said, navio de ferro!
Volta à direita, nem eu sei para onde.
Passo os dias no smoking-room com o conde –
Um escroc francês, conde de fim de enterro.

Volto à Europa descontente, e em sortes
De vir a ser um poeta sonambólico.
Eu sou monárquico mas não católico
E gostava de ser as coisas fortes.

Gostava de ter crenças e dinheiro,
Ser vária gente insípida que vi.
Hoje, afinal, não sou senão, aqui,
Num navio qualquer um passageiro.

Não tenho personalidade alguma.
É mais notado que eu esse criado
De bordo que tem um belo modo alçado
De laird escocês há dias em jejum.

Não posso estar em parte alguma. A minha
Pátria é onde não estou. Sou doente e fraco.
O comissário de bordo é velhaco.
Viu-me co'a sueca... e o resto ele adivinha.

Um dia faço escândalo cá a bordo,
Só para dar que falar de mim aos mais.
Não posso com a vida, e acho fatais
As iras com que às vezes me debordo.

Levo o dia a fumar, a beber coisas,
Drogas americanas que entontecem,
E eu já tão bêbado sem nada! Dessem
Melhor cérebro aos meus nervos como rosas.

Escrevo estas linhas. Parece impossível
Que mesmo ao ter talento eu mal o sinta!
O facto é que esta vida é uma quinta
Onde se aborrece uma alma sensível.

Os ingleses são feitos pra existir.
Não há gente como esta pra estar feita
Com a Tranquilidade. A gente deita
Um vintém e sai um deles a sorrir.

Pertenço a um género de portugueses
Que depois de estar a Índia descoberta
Ficaram sem trabalho. A morte é certa.
Tenho pensado nisto muitas vezes.

Leve o diabo a vida e a gente tê-la!
Nem leio o livro à minha cabeceira.
Enoja-me o Oriente. É uma esteira
Que a gente enrola e deixa de ser bela.

Caio no ópio por força. Lá querer
Que eu leve a limpo uma vida destas
Não se pode exigir. Almas honestas
Com horas pra dormir e pra comer,

Que um raio as porta! E isto afina! é inveja.
Porque estes nervos são a minha morte.
Não haver um navio que me transporte
Para onde eu nada queira que o não veja!

Ora! Eu cansava-me do mesmo modo.
Qu'ria outro ópio mais forte pra ir de ali
Pra sonhos que dessem cabo de mim
E pregassem comigo nalgum lodo.

Febre! Se isto que tenho não é febre,
Não sei como é que se tem febre e sente.
O facto essencial é que estou doente.
Está corrida, amigos, esta lebre.

Veio a noite. Tocou já a primeira
Corneta, pra vestir para o jantar.
Vida social por cima! Isso! E marchar
Até que a gente saia pla coleira!

Porque isto acaba mal e há-de haver
(Olá!) sangue e um revólver lá pró fim
Deste desassossego que há em mim
E não há forma de se resolver.

E quem me olhar, há-de-me achar banal,
A mim e à minha vida... Ora! um rapaz...
O meu próprio monóculo me faz
Pertencer a um tipo universal.

Ah, quanta alma viverá, que ande metida
Assim como eu na Linha, e como eu mística!
Quantos sob a casaca característica
Não terão como eu o horror à vida?

Se ao menos eu por fora fosse tão
Interessante como sou por dentro!
Vou no Maelstrom, cada vez mais pró centro.
Não fazer nada é a minha perdição.

Um inútil. Mas é tão justo sê-lo!
Pudesse a gente desprezar os outros
E, ainda que cos cotovelos rotos,
Ser herói, doido, amaldiçoado ou belo!

Tenho vontade de levar as mãos
À boca e morder nelas fundo e a mal.
Era uma ocupação original
E distraía os outros, os tais sãos.

O absurdo, como uma flor da tal Índia
Que não vim encontrar na Índia, nasce
No meu cérebro farto de cansar-se.
A minha vida mude-a Deus ou finde-a...

Deixe-me estar aqui, nesta cadeira,
Até virem meter-me no caixão.
Nasci pra mandarim de condição,
Mas falta-me o sossego, o chá e a esteira.

Ah, que bom era ir daqui de caída
Prá cova por um alçapão de estouro!
A vida sabe-me a tabaco louro.
Nunca fiz mais do que fumar a vida.

E afinal o que quero é fé, é calma,
E não ter estas sensações confusas.
Deus que acabe com isto! Abra as eclusas –
E basta de comédias na minh'alma!


1914, Março.
No Canal de Suez, a bordo. "

Dave \m/

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21/01/2009 23:18 |Anonymous Anônimo  
numa palavra,

fantástico.
21/01/2009 23:23 |Blogger Lex  
Pá...

... muito bom.

Não é por falares dos Moonspell, também uma das minhas bandas de eleição; não é por falares de Pessoa, o maior poeta de Portugal... É sim por trazeres à luz do blog uma realidade que eu diria que 90% das pessoas ainda não alcançou. Nem mesmo os ouvintes de Metal. Do Som eterno.

Tu fizeste - e muito bem - a abordagem à poesia. Eu aproveito para alargar a relação do Metal com as ditas Artes Maiores, ligando-o directamente à música clássica feita por Beethoven, Bach, Vivaldi ou Chopin. Ou tantos outros nomes que toda a gente tem por eruditos e de cuja qualidade e génio ninguém duvida.
Ouçam por exemplo a "Cruelty Brought Thee Orchids", dos Cradle of Filth. Analisem-na em termos de composição musical, de tempos e andamentos, e digam-me lá se aquilo não tem todos os elementos de uma sonata de Bach.

Para finalizar, não posso deixar de salientar uma frase com a qual concordo a 100%, e que eu mesma repito vezes sem conta a quem a quiser ouvir:

«Não digo Doom, Black, Dark ou Gothic, porque os rótulos várias vezes estragam a essência daquilo que se pretende transmitir. É por isso que acredito, e digo isto num aparte bastante apropositado, que se deve ouvir Moonspell de mente aberta, sem os colar a designação alguma que não a de música portuguesa, e uns dos maiores portadores da cultura portuguesa além-fronteiras.»
Nada mais acertado.
22/01/2009 00:23 |Anonymous Anônimo  
Ouçam por exemplo a "Cruelty Brought Thee Orchids", dos Cradle of Filth. Analisem-na em termos de composição musical, de tempos e andamentos, e digam-me lá se aquilo não tem todos os elementos de uma sonata de Bach.


loooooooooooooooooooooooool

amigo,uma composiçao dessas nem e preciso um qi de 3 unidades

um comentario patetico e ridiculo

quanto a cronica em si nao sou ouvinte assiduo do metal por isso abstenho-me de falar disso no entanto e de louvar o envolvimento com pessoa ;)
22/01/2009 00:30 |Anonymous Anônimo  
anónimo de cima: se não ouves metal, antes te tivesses abstido de fazer o comentário que fizeste... mas pronto, metal nem parece metal se não houver um ou outro CoF-hater, lol.

bom post, Dave.
22/01/2009 01:37 |Anonymous Anônimo  
e está confirmada a brilhante tese do Dave, pelo cunho do anónimo das 00.23 :D

não conhece metal, não o ouve, não compreende mas sobretudo não quer compreender. mas critica.

não admira que os tops de música sejam tão parecidos com os tops da literatura... rebelo pinto, segredo... tokio hotel, dzrt...
22/01/2009 18:39 |Anonymous Anonimo das 0:23  
Epa se para voces uma musica com 3 acordes e uma "obra de arte" entao contentam-se com pouco...realmente eu prefiro ir a concerto de musica classica a engolir poeira num local onde o vocalista canta como se lhe tivessem a ir ao cu ou a mutilar uma perna,numa "composiçao" que se chegar algum dia a 4 acordes diferentes e um feito


por alguma razao a "comunidade" metalica nao vai a lado nenhum,com mentes tao simples e retrogadas ;)


(e respondendo a curiosidade,sim ja ouvi bastante metal graças ao meu irmao e felizmente apos 5 anos consegui fazer com que percebesse a merda que ouvia,e ja parou de o fazer

tokyo hoteis,moonspell,d'zrt,rage against the machine e metalica para mim e tudo farinha do mesmo saco,ou seja,e tudo merda e um verdadeiro insutlo chamar-se "musica" ;)
22/01/2009 19:41 |Blogger Skywriter™  
"tokyo hoteis,moonspell,d'zrt,rage against the machine e metalica para mim e tudo farinha do mesmo saco,ou seja,e tudo merda e um verdadeiro insutlo chamar-se "musica" ;)"

Isto diz tudo... Meter Tokyo Hotel e DZRT no mesmo saco de nomes consagrados no metal é realmente inteligente...

Insulto, aqui, só mesmo o teu comentário...
22/01/2009 20:01 |Anonymous Anonimo das 0:23  
Realmente acham-se cheios de razao...da mesma maneira que estes "artistas" sao consagrados para voces "metaleiros" nao quer dizer que lixo como tokyo hotel e d'zrt nao sejam consagrados por quem raio os oiça...ao acharem que o que voces ouvem e que "e bom" e o resto e lixo,so mostra uma mente fechada e retrogada

tudo o que eu fiz foi defender obras de beethoven,gabrieli,monteverdi,ravel e mussgorsky que sao de uma intelectualidade extrema e sao ouvidas ha seculos,enquanto o metal,e igual a todos esses estilos pop-rock e pop-gay,nao passam de 3 acordes e qualquer grunho compoe uma,e se daqui a 50 anos os vosses netos ouvirem tal coisa vao olhar-vos com cara de enojados

Defender genio intemporal de uma comparaçao com lixo musical para mim nao e dificil...ha diversidade no mundo,gosto de classica,rock,electronica etc. mas nao posso gostar de tudo...pops,raps,metals,emos,pimbas e sabe-se la mais o que nao tolero e mesmo gostando de generos "actuais" seria um puro imbecil se os tentasse comparar a artistas classicos...metal tem a vossa comunidade,eu nao oiço,no entanto o que eu oiço nao vai ser ouvido daqui a 50 anos nem tem 1/10 do QI dispendido nos grandes compositores....como disse 3 acordes,maximo 4...e voces sabem que nao passa disso...se essa e a vossa definiçao de genio,nao esperem um futuro brilhante
22/01/2009 21:19 |Blogger Thaurer  
ganda discussão k pra aki vai.

isso é bom.

escusdo era meter moonspell e tokio hotel no mesmo saco...
WHAT THE..?

metal sempre foi um estilo musical bastante épico, portanto axo normal k a poesia tenha tanta importancia, e as composiçoes terem todas aquele estilo grandioso.

basta ouvir os Rhapsody (of fire) para notar que nada é mais épico k o bom e velho metal.
eheh
22/01/2009 21:20 |Anonymous Anônimo  
Erm... "LOL"?
23/01/2009 19:35 |Blogger Dave \m/  
Ao anónimo das 00:23:

Tenho vários reparos a fazer-lhe:
1º - Esconder-se atrás de uma designação anónima revela falta de segurança e coragem na defesa da tese que pretende apresentar.

2º- Cito-o, dizendo que o senhor considera "..ao acharem que o que voces ouvem e que "e bom" e o resto e lixo,so mostra uma mente fechada e retrogada". E volto a citá-lo, quando digo que "sim ja ouvi bastante metal graças ao meu irmao e felizmente apos 5 anos consegui fazer com que percebesse a merda que ouvia,e ja parou de o fazer". Ora, a partir daqui depreendo que o sr possui uma mente "fechada e retrogada", uma vez que considera aquilo que não ouve como merda, apresentando-se por isso contraditório.

3º- Se o metal é de facto um conjunto de três ou quatro acordes, no máximo, desafio-o a ouvir os vinte e cinco épicos minutos de "A Change of Seasons", dos Dream Theater, uma banda de METAL progressivo, ou os oito minutos e qualquer coisa de "Master of Puppets", dos METALlica (acho que o caps explica tudo), e a contar, pormenorizadamente, os acordes diferentes que encontra. Após essa acção, estou disponível aqui no blog para ouvir a resposta.

4- Sendo que, na sua opinião, o metal qualquer grunho o pode compôr, desafio-o ainda a pegar numa guitarra e a compor uma faixa metaleira que chegue onde qualquer uma faixa de qualidade chega. Se não o conseguir, facilmente se depreende quem é o grunho com QI inferior a 3 (três).

5- Referindo-me agora ao "vocalista que canta como se lhe tivessem a ir ao cu ou a mutilar uma perna", devo relembrá-lo, ou quiçá torná-lo conhecedor que o sr Fernando Ribeiro, vocalista dos Moonspell, é simultaneamente cantor principal de uma ópera em exibição nos Jerónimos.

6- Devo ainda dizer-lhe que o próprio Fernando já se assumiu numa edição da revista LOUD! (cujo slogan é "O METAL é revista"), na qual é cronista assíduo, como um ouvinte entusiasmado de obras de arte (porque sim, nós metaleiros sabemos reconhecer arte, quando ela está presente, sem pesarem os gostos pessoais!) dos compositores por si referidos.

7- Quero ainda deixar-lhe o repto de assistir a um concerto de Metal e tentar lá descobrir algum comparsa seu dos concertos de clássica. Pode, da mesma forma, tentar encontrar pessoas metaleiras num concerto de música de câmara. Garanto-lhe que as semelhanças serão maiores neste último caso.

8- Por último, referindo-me ainda à questão do Qi, por favor tente escrever uma letra tão brilhantemente metaforizada como "Alma Mater", ou poemas tão espectaculares como os de Fernando Ribeiro, e depois venha-me mostrar como afinal o seu QI é capaz de não ser tão melhor assim.

Esperando sinceramente que aprenda a respeitar os outros, ouvintes de algo que não quer compreender,

Dave \m/

METAL FOR LIFE \m/
23/01/2009 20:27 |Anonymous P´davis  
Não consigo entender a mente destas pessoas, como pode haver tanta ignorância, tanta infantilidade junta... Li e está perfeito o post ... concordo que o METAL se completa com a POESIA, porque não juntar o útil ao agradável?!
Anónimo das 00:23 vê se atinas meu ... tanta ignorância junta mete nojo!
Se não gostas é a tua opinião ... agora não venhas denegrir a essência do Metal!

Parabéns Dave

P´davis
23/01/2009 22:35 |Blogger Lex  
Eu ia responder ao anónimo das 0.23 mas o nosso Dave já disse tudo.

Ao dito anónimo, só mais uma coisa: esperas que te levemos a sério quando começas por afirmar essa barbaridade dos 3 acordes? Não, não interessa se foi uma força de expressão e se sabes realmente que são mais... A ideia passou na mesma.
Mas o Metal é tudo menos um som simples.

Tens todo o direito à tua opinião e aos teus gostos, como é óbvio, e ninguém está aqui para tentar reeducar-te nisso... No entanto, o facto de não se apreciar determinada coisa não deve impedir.nos de lhe reconhecer valor. Há muita coisa que eu detesto mas que sei que tem o seu mérito. O hip-hop, por exemplo... não consigo ouvir nada daquilo com gosto, mas sei que há alguns bons artistas no meio. O jazz experimental, outro exemplo... nunca suportei algo que me soa a mim como uma amálgama de sons desconexos, mas compreendo que existe uma lógica desconstrutivista por detrás daquelas composições. e dou valor a esse raciocínio, embora não o aprecie.

Talvez tu tenhas tido o azar de só te terem dado a ouvir Metal ranhoso - porque também o há. Mas agora que já aqui te foram dados exemplos de bom Metal, faz um sacrifício, dedica-lhes algum tempo, e depois vem dizer alguma coisa.

Não me alongo mais. Acho que já ficou claro de quem foi o comentário patético, no meio disto tudo.
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