História Metálica - Parte II
publicado por Pdavis
Após a gravação de um dos mais aclamados registos dentro do Thrash Metal, o mítico Master of Puppets, os Metallica partiram mais uma vez para a estrada, numa tournée mundial. Deste modo, todo o ano de 1986 foi passado pelos quatro membros numa carrinha, circulando principalmente pela Europa.

Foi precisamente durante uma dessas viagens que a tragédia se abateria sobre os californianos. Algures nas estradas da Suécia, o autocarro da digressão derraparia em gelo e, por entre os peões efectuados pelo veículo, o baixista Clifford Lee Burton seria violentamente atirado para fora da sua janela mais próxima, tendo depois a camioneta caído sobre o corpo do músico, partindo-o literalmente em dois pedaços. O jovem baixista pereceu imediatamente. No seu funeral, a banda tocou “Orion” música quase inteiramente composta pelo falecido Cliff.

Nesse momento, o futuro da carreira dos Metallica foi fortemente posto em dúvida e risco. Contam aqueles que directamente contactaram com eles após o acidente que não demonstravam nada a não ser revolta e raiva pelo acontecido ao amigo. Não se afiguravam, portanto, muitas hipóteses de a banda continuar em actividade. Porém, já em 1987, e com a bênção da família do malogrado Burton, os Metallica partem de novo na busca do seu sonho. Recrutando para o baixo Jason Newsted, actual baixista de estúdio dos Voivod, os norte-americanos reentraram em estúdio para gravar “…and Justice for All”, outro dos clássicos da banda. O último, segundo muitos. Esse álbum ficou marcado pela homenagem “To live is to die”, cuja composição é inteiramente devida a riffs deixados incompletos por Burton.

Gravado e editado o álbum, era de novo tempo para digressão. Desta feita, os Metallica optam por um abrandamento em termos de produção musical, deixando as digressões de promoção a “Justice” sucederem-se ao longo de dois anos, até ser decidido ter chegado a altura de voltar mais uma vez a entrar no estúdio. O resultado seria, no entanto, ligeiramente (eufemismo patente nesta expressão) diferente, desta vez. O “Metallica”, ou “Black Album”, como é popularmente conhecido, viria a revelar-se o primeiro grande sucesso comercial dos californianos, vendendo milhões e milhões de cópias em todo o mundo, muito graças ao seu single “Enter Sandman”.

Ficaria, entretanto, mais uma vez bem patente que a vida a todos prega partidas, e nem aqueles que parecem imunes se escapam. No ano de 1992, num espectáculo em Montreal, o técnico responsável pela pirotecnia efectuou uma mudança repentina nos efeitos e esqueceu-se de avisar o vocalista James Hetfield. Um lapso lamentável que por pouco não custou a vida a um dos mentores da banda. O resultado acabou por ser “apenas” uma dose de queimaduras na face, e o consequente cancelamento de vários concertos da digressão.

A vida deve, no entanto, continuar, e assim foi. Irei, por isso, acabar o relato da história da minha banda predilecta na crónica por semana.

Assim, até para a semana.

Dave \m/
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26/02/2009 14:00 |Blogger Thaurer  
ai esta um resumo interessante da biografia de uma grande banda.

nao sei se é pelo meu gosto por banda desenhada, mas axo k umas imagens assim de onde a onde iam cair bem no teu post.

e depois pa colmatar tudo, quando acabares os teus textos sobre os metallica, postavas aki o behind the music feito sobre eles ou o some kind of monster.
\m/

keep on going my thrasher friend!
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