You Will Think I'm Insane - América, américa.
publicado por Higuita
De vários temas aquele que sempre me frustrou foi o racismo. Se calhar, devido à minha imparcialidade e indiferença em relação ao aspecto dos outros, esta é a questão que mais me abalou por dentro – de um modo confuso, é claro. De todo o conhecimento empírico que as pessoas possam adquirir, para fazer juízos em relação à cor que pessoas albergam com elas dia-a-dia, não há uma pitada de coerência que explique este conceito: o racismo.
Aos nossos olhos globalizados, este conceito não faz sentido. Mas mesmo assim, tenho receio que a imobilidade de certas pessoas dê asas a esse maldito conceito.
Entrámos numa nova página da humanidade. Numa página global, numa aldeia. Toda a gente já libertou o seu ego, e ouviu falar de Barack Obama. Ouviu falar do “salvador” do mundo, do preto que vai salvar o mundo. Sem querer ser drástico, quero afirmar que este marco é vital para a globalização e racionalização da democracia humana. Há uns anos, esta ideia era completamente estapafúrdia... Pft, quem diria quem um preto, com o qual eu não partilho uma praia iria ser presidente da maior super-potência do mundo? Ninguém, ninguém, pelo menos todos os opositores a Nelson Mandela.
Tivemos vários génios na Humanidade... Newton, Galileu, Aristóteles, Einstein. Mas, em termos sociais e revolucionários, tivemos três: Nelson Mandela, Mathew Luther King, Mahatma Gandhi. Lutadores bravos, por causas nobres, que por causa dos olhos tapados pela economia não eram relevantes. E é isso que se esta a passar hoje em dia, na Casa Branca. Devido a importância superficial, do nacionalismo e do patriotismo americano, os EUA decidiram destravar um hipotético segundo ataque terrorista, e deixar apodrecer aquilo que estava subjacente à guerra : a economia. Se antes a economia se sobrepunha aos direitos humanos, hoje em dia a violação dos direitos humanos através da guerra é muito mais relevante que a economia. Estrananho, hein? Nem por isso.
Depois de ter os pássaros na mão, quem sujaria as botas de caça tentando caçar? Ninguém. Ninguém, isto é, ninguém, com a presunção e agorrância, de que o climax de qualidade de vida e de crescimento sustentável estava alcançado, e apenas era relevante lutar pela bandeira do Tio Sam. É irrisório a elevação republicana dos EUA, nesta última década, onde apenas se tentou por em evidencia um controlo subjacente à aparente realidade estipulado: a américa era a equacionadora de justiça. Será que assentamos no mundo inteligìvel? Parece que sim.
E voltando ao rapazinho com o nome engraçado, Barack, assume as cores americanas, para destravar o desabamento económico, equacionar a justiça social e ser coerentemente “americano”. Demasiado? Com certeza. Porém, o mundo todo esta à espera de algo, que nunca foi solicitado pelos anteriores presidentes... Algo que não pusesse o estereótipo do pragmatismo americano em cima da mesa: esquecer os meios para chegar aos fins. Porque mais importante do que atingir os objectivos no fundo do túnel, e atingi-los de um modo justo e balanceado. Isso talvez tenho faltado aos antigos governos.
No final de contas, aquilo que eu estou a tentar alcançar, é de que o trabalho feito pelos dois grandes lutadores do século XX, é um dos alicerces daquilo que se passa hoje, na Casa Branca. Uma mobilização mundial, de que há certos valores mais relevantes, do que a evidenciação mundial de uma potência. E a ironia do destino é que essa mobilização moral é feita por um negro. Um preto queniano, com estudos astronómicos, que aos olhos dos americanos é capaz de salvar os EUA.

É tempo de mudança... Por isso é que eu continuo frustrado. Porquê dar asas a um conceito, que por mais estereótipo que seja, não tem lógica nos dias de hoje... Não tem, pois nós somos um só. Somos um mundo em recessão, à espera que alguém faça algo. Por isso, que deus nos ajude, e que seja um negro a salvar o planeta!

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02/02/2009 12:43 |Blogger Vash  
In Obama, we trust.
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